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Top 20 Clint Eastwood

Ainda não revi American Sniper, filme que cresceu bastante na memória (o que não é tão comum acontecer com filmes muito discutidos). Resolvi, contudo, fazer (ou refazer, caso eu já tenha feito no passado) um top da carreira de Clint Eastwood como diretor para ver em que posição ficaria este novo filme em sua carreira. Todos esses filmes foram revistos na ocasião do curso que ministrei em março do ano passado no Sesc Consolação. Claro está que esta lista é uma brincadeira, e que amanhã ou ontem a ordem poderia ser outra.

1) Honkytonk Man (1982)

2) Josey Wales - O Fora da Lei (1976)

3) Os Imperdoáveis (1991)

4) As Pontes de Madison (1995)

5) Um Mundo Perfeito (1993)

6) Crime Verdadeiro (1999)

7) Menina de Ouro (2004)

8) Bronco Billy (1980)

9) Gran Torino (2008)

10) Sobre Meninos e Lobos (2003)

11) Interlúdio de Amor (1973)

12) Além da Vida (2010)

13) O Estranho Sem Nome (1973)

14) Poder Absoluto (1997)

15) Cavaleiro Solitário (1985)

16) Sniper Americano (2014)

17) A Conquista da Honra (2006)

18) Bird (1988)

19) Cowboys do Espaço (2000)

20) Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal (1998)

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Obs.: não é Sniper Americano que está numa posição baixa, é a carreira de Clint Eastwood que está numa posição elevada.



Escrito por sérgio alpendre às 17h02
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Oscar - pílulas

- Adorei American Sniper. Não entendo o porquê de acharem o filme pró-guerra ou pró-Bush. E não entendo, afinal, porque isso seria tão determinante no gostar ou desgostar, se estamos falando de cinema, de como uma ideia é exposta em imagens. Clint Eastwood expõe de maneira inteligente, com o horror da guerra circundando cada vez mais o personagem, que vira um robô ao longo das expedições ao Iraque. 

- Dos concorrentes ao Oscar de melhor filme, Eastwood sai na frente em disparada, e é um escândalo que tenha sido preterido para o Oscar de melhor diretor. 

- Achei surpreendentemente digno A Teoria de Tudo, de James Marsh, que parece aqueles filmes ingleses quadrados dos anos 60, algo como um Ronald Neame atualizado (e levemente empobrecido, afinal).

- Birdman não é tão ruim assim, ao menos quando comparado a outras coisas cometidas por Iñarritu, mas será um escândalo se vencer no lugar de American Sniper, algo bem provável, aliás. Algo comparável à vitória de Quem Quer Ser um Milionário? anos atrás.

- Boyhood não merece nada, convenhamos. Linklater nunca me falou muito, a não ser em Antes do Pôr do Sol e Escola de Rock. Com Boyhood, fez uma espécie de Anna dos 6 aos 18, mas sem a poesia alcançada por Nikita Mikhalkov.

P.S.: vi Loucas Pra Casar, que talvez seja o pior filme dirigido por Roberto Santucci (o que é um feito e tanto). Chamar essa comédia com apoio da Globo de cinema popular é de uma terrível cara-de-pau. Cinema popular é Candeias, as pornochanchadas.


Escrito por sérgio alpendre às 03h51
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Todo o cinema até hoje

Há uma ideia no prefácio da última Foco que resume, com perfeição e como eu nunca havia conseguido, minha própria relação com o cinema: "não se trata, para nós, de permanecer na superfície, restritos ao 'cinema que se faz hoje', e sim de prosseguir com uma ação em profundidade, ou seja, lidar com todo o cinema feito até hoje." Os itálicos são dos editores da revista, e essas palavras merecem mesmo destaque.

É assim que respondo àqueles, bem-intencionados, por certo, que me perguntam por que eu não fui à Mostra de Tiradentes, acrescentando um incômodo (ao menos para mim): "você não quer se manter antenado?"

Porque estar antenado, no meu entender, é procurar encontrar as forças que comandaram (talvez não seja a palavra ideal, mas não encontrei outra) o cinema até hoje. Todo o cinema até hoje, vale repetir. Estar antenado é estudar, mais uma vez, e a cada vez é diferente, a Nouvelle Vague para um curso com alunos que realmente valorizaram cada texto (re)lido, cada filme (re)visto, com interesse e perguntas desafiadoras. 

Além disso, a ideia de que por Tiradentes passa o novo, a vanguarda ou alguma outra asneira que leio de vez em quando por aí, só pode vir de alguém que nunca viu filme feito antes da Nouvelle Vague (ou deveria dizer Tarantino?). Ideias assim brigam contra o cinema, incluindo o feito por jovens tateantes.

Penso isso, mas obviamente defendo que esses filmes que passam por Tiradentes continuem sendo feitos, de preferência melhores do que têm sido, e encontrem público maior do que têm encontrado fora dos festivais.


Escrito por sérgio alpendre às 01h01
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